Existe um vento em Florianópolis que não aparece nas previsões do tempo.
Delman Ferreira pegou esse vento e fez um romance.

Não é a Florianópolis dos cartões-postais.
É a ilha dos morros e dos córregos, das lavadeiras e dos sambistas, dos imigrantes que chegaram sem nada e dos que ascenderam sem esquecer de onde vieram — ou fingindo que esqueceram.
Num mesmo romance cabem o Bar do Tião nas madrugadas e a cobertura na Beira-Mar. O carnaval da Embaixada Copa Lord e os salões da Sorbonne. Margarido, sambista e figura mítica do Morro do Céu.
Catarina, lavadeira como a mãe e a avó antes dela. Magê, que rompe o ciclo e vai a Paris. E Nico, cuja trajetória aparentemente brilhante esconde camadas que o leitor descobre devagar.
Narrado pelo Arauto dos Ventos — uma voz que convida o leitor a entrar no redemoinho como quem entra numa roda de samba, com corpo e memória — Ventos de Rebojo atravessa décadas, continentes e classes sociais com a leveza de quem sabe que o vento não pede licença.
Um romance sobre o Brasil, sobre quem fica e quem vai, sobre o que o tempo leva e o que insiste em ficar.

